segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Le Festin

Andei calada hoje. Até me perguntam se era tristeza ou alguma coisa congênere. Não sei. Simplesmente esses dias eu meio que fiquei sem saber direito o que dizer. Logo eu, tão viciada em classificar para sentir. Mas continuo gostando conversar com qualquer um. Acho que finalmemente aprendi a ter começo, meio e fim; concluir meus pensamentos atropelativos. O word sempre grifa essa palavra de vermelho. Acho que não existe, haha. Aprendi gírias e músicas novas. Tô aprendendo francês sozinha, pela internet. Até agora só sei cantar Le Festin, da Camille, o que tornou aquela cena que as coisas mudam de configuração em Ratatouille ainda mais especial pra mim. Sinto mais segurança pra defender meu ponto de vista e urgência nenhuma em converter os das outras pessoas a ele. Passei a me colocar mais no lugar dos outros e sinto tanto amor pelas pequenas felicidades que meu coração dói. Não sinto mais tanta vontade de me vestir de papel de presente pra ir ali no bar ver se te vejo. Uma bermuda, uma blusa solta e bom humor me bastam. Eu sou eu, tu és tu. Se por acaso nos encontrarmos, lindo. Se não, não há o que fazer. Perco minha cabeça, encontro minha razão. Calma. Tudo está em calma. Todos já temos o que estamos buscando.