Andei calada hoje. Até me perguntam se era tristeza ou
alguma coisa congênere. Não sei. Simplesmente esses dias eu meio que fiquei sem
saber direito o que dizer. Logo eu, tão viciada em classificar para sentir. Mas
continuo gostando conversar com qualquer um. Acho que finalmemente aprendi a ter começo, meio e fim; concluir meus pensamentos atropelativos. O word sempre grifa essa palavra de vermelho. Acho que não
existe, haha. Aprendi
gírias e músicas novas. Tô aprendendo francês sozinha, pela internet. Até agora
só sei cantar Le Festin, da Camille, o que tornou aquela cena que as coisas
mudam de configuração em Ratatouille ainda mais especial pra mim. Sinto mais
segurança pra defender meu ponto de vista e urgência nenhuma em converter os
das outras pessoas a ele. Passei a me colocar mais no lugar dos outros e sinto
tanto amor pelas pequenas felicidades que meu coração dói. Não sinto mais tanta
vontade de me vestir de papel de presente pra ir ali no bar ver se te vejo. Uma
bermuda, uma blusa solta e bom humor me bastam. Eu sou eu, tu és tu. Se por
acaso nos encontrarmos, lindo. Se não, não há o que fazer. Perco minha cabeça,
encontro minha razão. Calma. Tudo está em calma. Todos já temos o que
estamos buscando.