Carnaval ela bebe. Nescau, açaí, suco de bacuri e muita, muita água.
Carnaval ela se acaba. E se começa.
Carnaval ela dá. Risos.
Carnaval ela se joga. Na rede desafinando o violão.
Carnaval ela pira. Em filmes que não fazia ideia que eram tão bons.
Carnaval ela corre. Pela cidade fantasma, até a praça, na chuva.
Carnaval ela canta. Aqueles sertanejos antigos vergonhosamente apaixonantes.
Carnaval ela suspira. Lendo certas mensagens alegóricas.
Carnaval ela fantasia. Mil histórias, mil estradas.
Carnaval ela só odeia,
Carnaval ela só odeia,
porque Carnaval acaba.